
Que a vida guarda surpresas para além do seu sempre súbito e traumático interrompimento ele sabia, mas refletia com dificuldades quando necessitava encarar o tema frente a frente. Não havia nada capaz de repô-la quando de seu defloramento, nada passível de substituí-la quando de sua partida, nada, nada, nada que se aproximasse do cheiro específico, do gosto específico, da tangibilidade específica daquela existência já inexistente e, assim, despida de sentido orgânico.
Morreu sem saber do Cosmo, da grandiosidade do Universo. Morreu, quem sabe, se achando grande em demasia, quando era, na verdade, apenas mais um grão imperceptível na vastidão de um mundo complexo e repleto de mistérios tanto quanto de revelações. Sim, ela morreu. Esmagada. Num lampejo. E só.
12 comentários:
esse foi o melhor de todos. parabéns, caro artesão.
uau Diogo!
teus momentos sem o mp3 estão se superando...
rsrsrss
Adorei esse!
Parabéns!
beijo beijo
Eu não mato formigas,mas leio com prazer todos os seus contos...
Beijos!
será que tratava-se de uma tanajura?
Hilário e surpreendente - não necessariamente nessa ordem!
Hahaha, o pai enfurecido foi o melhor!
blog mais criativo dos últimos tempos. parabéns.
Mas que pai mais preconceituoso...
rsrsrsrsrsrs
muito bom mesmo... os comentários fazem jus.. abração.
O fanstasma da formiga vai se regozijar ao se deparar em breve com a alma penada do pai severo.
A reencarnação pode reservar surpresas para o papito...
Muito bom!!Mas, mesmo que tivesse tido mais tempo, ela não teria noção da sua pequenez. (rsrs)
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